Histórico


Votação
 Dê uma nota para meu blog


UOL


Outros sites
 ADORO CINEMA
 KUSC CLASSICAL FM
 AL-KARISMI
 ALUÍZIO AMORIM
 AQUARELA POÉTICA
 BALAIO DE SIRI
 BLOGlauco
 CARLOS DAMIÃO
 COISAS BOBAS
 CONVERSEJANDO
 DE OLHO NA CAPITAL
 DOGMAN
 ELAINE PAIVA
 ESPELHO SEM AÇO
 GLAUCO STONELL
 JUS INDIGNATUS
 KÁTYA TEIXEIRA
 M Á G U I
 MaGenCo
 MataADor
 MINHOCA NA CABEÇA
 Mr. MOZART
 NAU CATARINETA
 PLÁTANOS COLORIDOS
 POR ONDE ANDEI
 R O S E B U D
 SERGIO OLIVÉ
 S I L S A B Ó I A
 T A I Ó - Fotoblog
 TAMBOSI, DE TAIÓ
 VOTO SEGURO
 VOX LIBRE


 
JUS SPERNIANDI - Ilton C. Dellandréa


ESTOU ME SENTINDO CADA VEZ MAIS RIOSSULENSE

Dia 09 transferi as placas do meu carro para Rio do Sul. No dia seguinte levei dois xingões no trânsito. Estou me sentindo cada vez mais riossulense. Por incrível que pareça, as placas de Porto Alegre eram mais respeitadas, embora se diga que os catarinenses não gostam de gaúchos.

Um xingão foi de um idiota com um Gol antigo, branco, rebaixado, vidros pretos, que queria me ultrapassar. Eu dirigia a mais ou menos 60 km por hora na rua XV de Novembro, onde a velocidade máxima é de 50 km. O outro foi de um motoqueiro que trafegava à minha frente a mais ou menos 60 km por hora e o ultrapassei na Alameda Aristiliano Ramos e ele não gostou. Não dá prá entender esses caras.

Não é só por isto que estou me sentindo cada vez mais riossulense.

Há uns dez dias reuni dois casais em minha casa, gente da diretoria – como se diz por aqui para qualificar pessoas importantes – o que transformou o sábado em um dia agradável de um encontro memorável. Já na segunda-feira senti as consequências: caçambas e patrolas da Prefeitura trabalhavam na recuperação do asfalto do Taboão, que estava – na verdade ainda está – pior que as rodovias do Lula, se é que isto é possível. Esta gente – no caso, meus convidados – não é fraca, outra expressão em voga por aqui. E isto que não pedi nada. Se pedisse, certamente asfaltariam até os 300 m da ruazinha particular que leva ao meu acampamento.

Éramos todos mais ou menos da mesma idade, e esta pode ser considerada mais prá lá do que prá cá, isto é, o caminho à nossa frente é seguramente menos extenso do que o que está às nossas costas. Isto propiciou interessantes relatos e uma profícua troca de experiências. Aliás, uma repetição de trocas de experiências, já que casais dessa idade geralmente falam dos mesmos assuntos quando se encontram. A vantagem é que essa mesma idade propicia que se esqueça dos assuntos falados no encontro anterior e tudo volta a ser encarado como novidade no seguinte.

Trocamos magníficas idéias e impressões sobre problemas cardíacos, hipertrofia prostática, colesterol, incontinência urinária, regime e, principalmente, sobre a necessidade de uma alimentação frugal, livre de gorduras trans e saturadas, para termos uma vida mais saudável e longa.

Isto tudo com o acompanhamento de um uisquezinho básico e de refri light. Por volta do meio-dia um suculento marreco, que ficara assando, na manha, por umas três horas, foi cruelmente exposto à sanha apetitosa dos presentes. Não sei por que, mudamos repentinamente de assunto.  

Um dos convidados não se conteve e se ofereceu para destrinçar o marreco e o fez com maestria e precisão cirúrgica, separando o recheio e os cortes mais nobres, tudo com muito cuidado e esmero para não deixar a carcaça muito rapelada, pois pretendia levar os restos para o Puf. Pensei que o Puf fosse um cachorro, mas depois ele explicou que não, que chegariam em casa, pegariam a carcaça e puf na panela... Para nós, naquelas alturas, isto soou muito engraçado.

Mais tarde a sessão de fotos que provavelmente nunca mais serão vistas. Mas é bom ter registrado para que filhos e netos, daqui a uns trinta ou quarenta anos, exercitem sua memória tentando identificar, aturdidos, quem eram esses amigos do pai e da mãe.

Não vou publicar nenhuma foto aqui. Nem vou divulgar os nomes dos envolvidos. Não estou autorizado. E, demais de tudo, são todos ligados ao Minhoca na Cabeça e esta croniqueta será publicada, qualquer hora, lá também e eles poderão se identificar, se quiserem.  



Escrito por Ilton: às 16:24
[] [envie esta mensagem] []



ELES SEMPRE SE ENTENDEM...

Se o provérbio diga-me com quem andas e dir-te-ei quem és expressar um mínimo de verdade, estamos fuzilados e mal pagos. O amor de Lula por Sarney, a quem apoia incondicionalmente (ao menos para consumo externo) é evidente em posturas e declarações divulgadas por este Brasil afora, principalmente por charges nos jornais e blogues, que retratam essa relação à saciedade. Muitas dessas publicações abordam exatamente a conotação expressa no dize-me com quem andas...

O pior é que esse amor está longe de ser um amor puro, aquele que move os corações dos adolescentes que não se importam com a raça, cor, religião e fortuna da amada. O amor puro é aquele em que não se vê razões explicáveis para as causas nem se tira conclusões racionais pelas consequências. Ele é por que é.

O amor de Lula por Sarney é interesseiro, é o amor do cara novo que casa com a viúva idosa cobiçando seus teres e haveres. Lula deita olhos compridos no acervo eleitoreiro do PMDB, o partido malicioso, destemido e barganhoso, que nunca elegeu diretamente um presidente, mas está sempre no poder.

Mas não é só por isto que estamos fuzilados e mal pagos. Gilmar Mendes, o midiático presidente do STF, também defende Sarney, pois o visitou no auge da crise, e

Apesar da crítica à falta de transparência de atos do Senado, Mendes poupou o presidente da Casa, José Sarney, que nas últimas semanas enfrenta uma série de acusações. "Tenho o maior respeito pelo presidente Sarney. Temos um diálogo constante. Acho que é uma pessoa importante na história do Brasil, conduziu a transição democrática com grande habilidade", conforme pode ser visto aqui.

Parece que há um conluio nas altas esferas maliciosamente direcionado para a sedimentação do descalabro atual e o STF, há algum tempo, vem dando mau exemplo e contribuindo eficazmente para o caos. Já referi isto, em artigo que publiquei no blogue em agosto de 2008, embora então numa conotação mais técnica e institucional.

Agora, o apoio parece pessoal, mas não há dúvidas de que atrelado à instituição STF. Afinal, Gilmar Mendes, por ser ministro e presidente da mais alta corte da Justiça do país, não pode fazer visitas em nome próprio, mas em representação da corte, ainda que sem o apoio de todos os membros.

É claro que as intenções de Sua Excelência não são puramente diletantes. Ele tem interesses a defender e, nestes casos, contar com o apoio do presidente do Congresso, não interessa quem seja nem sua reputação, é sempre bom. Ele apoia Sarney para ser apoiado e, de rebarba, atrai a simpatia de Lula, que também apoia o presidente do Senado e isto cria um clima favorável. O STF é um poder fraco, perante o Executivo e o Legislativo, e vale à pena se unir ao mais forte mesmo quando este está mais fraco.

Está claro, na mesma reportagem acima, que

Mendes defendeu a aprovação de uma proposta em tramitação no Congresso para que o salário dos ministros do Supremo seja reajustado para R$ 25.725.

O aumento depende da aprovação do Congresso, do qual Sarney é presidente.

Eles se entendem nas alegrias e nas tristezas, nas desgraças e nos sucessos, por baixo e por cima, de frente e de lado, mostrando os dentes no sorriso ou no rangido...

E quando eles se entendem tão carinhosamente nós, cá em baixo, só temos nos sentir fuzilados e mal pagos.



Escrito por Ilton: às 15:22
[] [envie esta mensagem] []



TARSO GENRO ATACA DE NOVO

No reino de Lula-Babá e os quase quarenta sinistros, digo, ministros, há um que se destaca por deter a maioria dos predicados que um ministro não deve ter. Principalmente pela natureza do posto que ocupa. É um exemplo acabado de mau procedimento jurídico e administrativo e não tem aparecido muito, ultimamente.

Estou falando de Tarso Genro que, há algum tempo, quando era mais chegado a microfones e flashes, especializou-se em, aos arrancos de um raciocínio trancado, desmentir de noite o que havia afirmado de manhã. Acho que a Imprensa concluiu, pelo menos uma vez, que em relação a ele não vale à pena amplificar idiotices.

Sou, de novo, obrigado a esclarecer que, apesar do nome, o Ministério da Justiça não faz parte do Poder Judiciário. Este esclarecimento é relevante. O Judiciário dá conta sozinho de sua morosidade e ineficiência e não precisa que alguém alheio a seus quadros ajude a piorar sua imagem.

Segundo a revista Veja de 17/06/2009, coluna Panorama, página 50, Tarso Genro, em solenidade no lançamento do Observatório da Justiça, fez uma afirmativa extemporânea e provocativa ao senso jurídico. Segundo a revista, acabou revelando como descumpre o que determina a Justiça. Disse ele:

À época, eu recebi uma ordem judicial para determinar à Polícia Federal a retirada dos estudantes que ocupavam a reitoria. Mas eu disse à juíza que não daria prosseguimento, porque acredito que os alunos estavam agindo legitimamente contra uma situação que havia se estabelecido na universidade.

Por muito menos do que isto, quando juiz, determinei a abertura de ação penal contra quem se negou a cumprir ordem judicial, por crime de desobediência...

Tarso Genro demonstra, desde que era ministro da Coordenação Política, que tem uma visão distorcida das coisas jurídicas até mesmo para um esquerdista de princípios distorcidos. Ele está à esquerda da esquerda, mas num nível inferior, de ideologia corrompida. Já defendeu, com a maior cara de tarso, a relativização do ato jurídico perfeito, o que importaria no alijamento desse instituto assegurador da estabilidade social do nosso sistema jurídico. Já tracei seu perfil aqui.

A declaração de Tacho Genro é um acinte. Até Lula, certamente inspirado por algum assessor mais lúcido, já afirmou que decisão da Justiça é para ser cumprida, e não discutida. Para Genro, ao contrário, é para ser descumprida, de acordo com o que ele pensa que é justo em julgamento instantâneo e falsamente ideológico.

Se pensarmos direito, com um pouco de profundidade, nada de anormal. O governo petista é assim mesmo. Lula-lá está sempre lá fora, risonho e franco. Enquanto isto, aqui no exterior – para ele o Brasil é o exterior – cresce a violência, crescem as mortes da fila do SUS, a educação pública vai de mal a pior e nossas rodovias envergonhariam até Fidel Castro.

E o Ministro da Justiça, desferindo chibatadas na combalida bunda da ordem jurídica, se dá ao luxo de pregar destemidamente o descumprimento de decisão judicial sempre que aquele a quem couber cumpri-la achar que ela é injusta... Ou seja, ao mesmo tempo em que pratica, em tese, o crime de desobediência, enriquece o preceito perverso e injusto de se fazer justiça com as próprias mãos, fazendo-lhe apologia.

Ambas os fatos – desobedecer a ordem judicial e fazer apologia de conduta criminosa – são delitos.

Deplorável, sob todos os aspectos. Menos sob o aspecto petista.



Escrito por Ilton: às 13:22
[] [envie esta mensagem] []



CHEGAREMOS TODOS AO BOLSA-FAMÍLIA

Boas notícias para parte dos brasileiros. Dilma, a estigmatizada mãe do PAC, anunciou medidas que possibilitarão o acesso de milhares de famílias ao bolsa-eleição, digo, ao bolsa-família.

O programa foi o modo que Lula encontrou para reduzir grande parte da população brasileira à condição de esmoler sem necessidade de pedir esmolas, distribuindo dinheiro com algum critério a mais do que faz (ou fazia, nem sei) Sílvio Santos no seu Topa Tudo por Dinheiro.

É uma forma de dar o peixe sem se preocupar com lições de pescaria, se é que estas alguma vez fossem necessárias à sobrevivência. As famílias recebem sem contraprestação real, sem prestação de serviços e por isto são estimuladas ao ócio que, convenhamos, é comum em algumas partes do Brasil e nem precisaria ser mais estimulado do que é. O Congresso é um exemplo.

Mas, acredite se puder, as medidas não integram qualquer estratégia eleitoreira, embora entrem em vigor no ano que vem que, apenas por coincidência, é de eleições. No pleito anterior Lula fez o mesmo e o incremento de então foi considerado ato administrativo legal. Se não me engano, passou pelo crivo do TSE, através da consulta de um partido, que assim o considerou.

Lula et caterva jamais lançariam mão de qualquer procedimento minimamente antiético para chegar ao poder. Afinal, ele é o mais ético dos brasileiros. Cumpriu todas as promessas das campanhas e tem a aprovação de 99,99% da população brasileira. Estou entre os 0,01% que o não aprovam.

Dilma, a interessada, saiu em defesa do plano e nega interesse eleitoreiro. Foi além:

Não há nada no Brasil que não seja eleitoreiro. Algo que mostra claramente que há um uso da questão eleitoral no Brasil. Em alguns momentos eu tenho certeza que sou estigmatizada por questões eleitorais. O que a gente pode fazer? Virou tudo eleitoral (aqui).

É, sem dúvida, o tipo da negação afirmativa, muito usada para convencer o interlocutor de que a verdade é mentira. Ou vice-versa. Ou de que a verdade é mesmo verdade. Quando você era adolescente e queria convencer um amigo de que uma verdade era verdade você mentia.

Por exemplo: se você afirmasse que estava saindo com uma guria, ninguém acreditava. Mas se, depois de alguma discussão, você capitulasse e dissesse: Tá bom, tá bom! Nunca saí com ela!, seus amigos iriam concluir na lata: o cara é uma brasa, mora, não é que ele tá paquerando mesmo a garota papo firme?

Lula, Dilma e o PT estão ainda na pré-adolescência política, mas sabem lançar mãos de expedientes como este porque o povo brasileiro está na primeira infância política e acredita em papai-noel.

Além disto, com medidas como esta, estão socializando o país ao seu modo, nivelando por baixo. Para eles, socializar significa tirar das elites o sustento dos mais pobres sem preocupação mais profunda em proporcionar condições de trabalho a todos.

Pelo andar da carruagem, se Dilma, a candidata de Lula, se eleger saberá preparar a campanha política de 2014 em favor de (toc, toc, toc) Lula: flexibilizando regras para a inclusão de ainda mais beneficiários e ampliando os horizontes das bolsas-familiares.

Talvez comecem agraciando os cardíacos. Depois os aposentados. Então, estarei lá. Vocês não perdem por esperar. Mais uns dez anos e estarão também.

O Brasil será um imenso bolsão familiar...



Escrito por Ilton: às 20:05
[] [envie esta mensagem] []



ESSES PORTUGUESES SÃO ENGRAÇADOS

Diz a lenda oficial que fomos descobertos pelos portugueses e, ainda, que fomos colonizados por eles. Depois, proclamaram a nossa independência deles mesmos com D. Pedro I gritando o famoso Independência ou Morte após uma crise gastrointestinal à beira do Riacho Ipiranga (teria sido a primeira revolução intestina do Brasil e a segunda grande cagada do dia). 

Tudo começou por uma falha de comunicação de D. João VI quando aconselhou o filho a se apossar da coroa antes que outro aventureiro dela lançasse mão. D. Pedro era mesmo um aventureiro que se aventurava nos lençois da Marquesa de Santos, uma coroa bem mais enxuta que Dona Leopoldina, a coroa oficial, confundiu a mensagem paterna e sua revolução no riacho visou o apossamento definitivo da coroa mais enxuta. Mas dessas fofocas sabe melhor o Peninha, também conhecido por Eduardo Bueno, que numa encarnação anterior, segundo ele próprio, foi nada mais nada menos que Vento... Acho que por isto que ele é historiador conceituado no Brasil.

Os portugueses deixaram de influir nossas vidas mas permanecem em nosso cotidiano como personagens de anedotas politicamente corretas – piadas de português serão sempre politicamente corretas – para o que eles contribuem decisivamente com condutas esquisitas e sem racionalidade, ao menos no modo de pensar da muito mais evoluída civilização brasileira, que nos agracia com escritores profundos como Paulo Coelho, políticos honestos como José Sarney, músicos inspirados como Chitaozinho e Chororó e, ápice de tudo, um presidente que nunca leu um livro, atropela todos os dias o Português – falo do idioma, não de personagem de piadas – e mesmo assim foi à Academia Brasileira de Letras defender uma reforma ortográfica. E que atende pelo pomposo e majestoso nome de Lula. Dá vontade de chorar!

A última do português vi no Jornal da Band de 03/07/2009: o Ministro da Economia de Portugal, Manuel Pinho, foi exonerado de suas funções, a pedido, porque num debate no Parlamento apoquentou-se com o deputado Bernardino Soares e colocou as mãos nos lados da cabeça, dedos em riste, no clássico gesto que usamos para identificar um corno. E a discussão nem era familiar, era sobre legislação trabalhista! Não é engraçado?

Se ele fosse ministro no Brasil e fizesse gesto semelhante, não teria problemas. Lula vedaria seu afastamento como fez com o Ministro Carlos Minc, que participou de uma passeata em prol da liberação da maconha o que, sem dúvida, é muito mais grave do que insinuar a condição de corno de um deputado, mesmo que o seja(*). Mas, principalmente, porque temos a honra de acalentar em nossa história recente um precedente gestual semelhante.

Lembram do acidente do avião da TAM, em julho de 2007? Lembram da figura intragável do assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, o sargento Garcia? Ele foi flagrado pelas câmeras da Globo fazendo top-top e gestos obscenos que considero injuriosos aos familiares dos mortos no acidente e deveria ser processado por isto. Pode haver exemplo de ato mais desprezível e odioso do que aquele em que alguém tripudia insensivelmente sobre a tristeza alheia?

Eu pensei que, após aqueles gestos, ele fosse demitido. Nunca tive esperança de que se exonerasse. Isto seria querer demais, ele já demonstrou à saciedade que autocrítica é algo que não lhe cai bem. Continua lá, baboso e cuspindo, um exemplo acabado de um rasgo na Esquerda nacional. Sinto-me insultado cada vez que ele põe a cara na tela da minha tevê.

Por coisas desse tipo é que fazemos piadas com portugueses. Eles não têm racionalidade. Onde já seu viu um gesto guampiforme ser motivo de exoneração de um ministro de Estado, ainda que dirigido a um deputado em reunião do Parlamento. Falta-lhes um mínimo de tolerância e senso de humor. Só podem, mesmo, ser objetos de piadas, principalmente por nós, brasileiros, que já ultrapassamos essa fase e construímos uma civilização superior.

Top-top pra vocês também!


(*) Estou sendo injusto. Carlos Minc, em maio ou junho de 2008, levou um puxão de orelhas público de Lula que o admoestou porque em uma semana ele falara mais do que a Marina Silva durante todo tempo em que esteve à frente do Ministério (uns seis anos). Lula não suporta que alguém o vença na batalha de verberar.



Escrito por Ilton: às 12:04
[] [envie esta mensagem] []



QUE COISA, ESSA GRIPE SUÍNA!

Essa história da gravidade da Gripe Suína, alcunha da Gripe Influenza A (H1N1), está muito estranha. O espectador idiota, como eu, tem a impressão de que, no início, a Organização Mundial da Saúde assustou-se com o que poderia vir a ser, alardeou uma desgraceira tipo a peste negra e, agora, vendo que a situação não é tão grave tem vergonha de reconhecer o erro.

Os vírus da gripe influenza, aquelas que nos acometem, ou podem nos acometer sazonalmente, são mutantes. Por isto as vacinas são fabricadas todos os anos já prevendo (não sei como os laboratórios conseguem não só prever, mas, principalmente, descobrir o antídoto correto) essas mutações.

Desta vez há uma diferença: a origem do vírus, que se afirma de organismo de suínos que o passaram aos humanos pelo contato (ao que se sabe, o paciente zero foi um menino do interior do México que está vivo, lépido e fagueiro, mas não explica como foi o contato que o contaminou).

Mergulhei fundo no assunto e segundo intensivas pesquisas de dez minutos que fiz descobri que esse vírus é menos letal que o da gripe comum, conforme pode ser lido aqui:

Ou seja, atualmente, a gripe normal tem um taxa de mortalidade menor que 0,1%. Este percentual é atingido dividindo-se o número de mortes pelo total de casos confirmados. Segundo a contagem mais recente (22/06/09), há 52.160 casos para 231 mortes. Logo, para a gripe suína temos uma taxa de mortalidade de apenas 0,004% (ou seja, até o momento, a gripe suína é TRINTA VEZEZ MENOS mortal que a gripe normal) – (o negrito é do original, assim como os dois ou sejas, que dão a impressão de que é o Lula falando).

Alardeou-se, há alguns dias, com ar estudadamente circunspecto e grave, a primeira morte pela gripe suína no Brasil: a de um motorista gaúcho de 29 anos que a teria contraído na Argentina. O que não se disse é que ele morreu de uma das mais comuns consequências da gripe, de qualquer gripe, que é a pneumonia. Esperou três ou quatro dias para se tratar e só procurou recurso médico na última hora, quando era tarde. A pneumonia, infelizmente, ainda mata no Brasil.

Ele tinha os sintomas da gripe suína que são os mesmos sintomas da gripe comum, mas alardearam, sem testes laboratoriais, que era a própria.

Mas então, por que essa alaúza toda? O que se esconde por detrás dessa anunciação do caos, do terror, dessa imposição do medo, se o bicho não é tão feio como se pinta? O ministro Temporão sempre foi claríssimo: não há motivo para pânico. As notícias também são assim: primeiro pintam o inferno, depois exortam a que não se preocupe (o famigerado morde e sopra).

Li no Correio do Brasil que

A diretora-geral da OMS, Margaret Chan, disse que será importante para a indústria farmacêutica manter a produção das doses da vacina contra a gripe sazonal comum porque a doença causa sintomas graves em 2 a 3 milhões de pessoas por ano, matando até 500 mil.

Ah! – imaginei – a indústria farmacêutica está por trás disto tudo, pois é do seu interesse o lucro decorrente da fabricação das vacinas e antídotos correspondentes.

Depois pensei: não! Não é assim! Os laboratórios têm seus interesses, mas não atropelam a Ética nem brincam com a saúde humana, física ou mental. Deve haver outra coisa que não consigo vislumbrar.

Desculpem. Estou muito devagar nas minhas divagações. Quando descobrir a verdade exata por detrás disto tudo, estejam certos que informarei.  



Escrito por Ilton: às 14:37
[] [envie esta mensagem] []



CALÇA DE VELUDO, BUNDA DE FORA (II)

O PT não perde o vício. Continua com a sua política de olhar o rabo dos outros, esquecendo-se do seu. Qualquer dia perde o dele, como aconteceu com o macaco na fábula infantil.

O PT tem uma visão oblíqua da lei e, principalmente, da Moral. Para ele vale tudo: transportar dólares em malas e cuecas (falando nisso, que fim levou o Dossiê Cuiabá?), comprar votos de parlamentares e fazer propaganda eleitoral duvidosa. Para os outros, valem os rigores da lei e da Moral.

Não é segredo que Dilma Rousseff é a candidata de Lula e do PT à presidência da República em 2010 e que está em franca campanha eleitoral, mesmo não oficializada. Depois que Lula percebeu que a pretensão a um terceiro mandato provocaria manifestações impopulares que não tem coragem de enfrentar, qualificou-a de mãe do PAC (o pai, certamente, é ele) e registrou-a oficiosamente como candidata.

Além disto, delegou-lhe o poder de representá-lo nos palanques de inaugurações e festividades que diariamente frequenta e nos quais discursa e faz, como sempre fez, propaganda eleitoral (hoje ele está na Líbia participando de reunião com a fina flor da tirania, com a nata dos líderes da Democracia em causa própria, patrocinada pelo há quarenta anos no poder Muammar Kadafi. Questionado, disse a um repórter da Globo mais ou menos assim: isto é apenas uma festa, gente, e quem é convidado a uma festa, sabe, não pergunta quem vai estar lá. Vai! Eu pergunto. E se for convidado para uma festa e souber que Lula estará presente, não vou).

Nossa legislação eleitoral não admite campanha antes do prazo de seis meses da eleição, quando os partidos oficializam seus candidatos através do registro. Em qualquer país sério do mundo o que Lula e o PT vêm fazendo seria motivo suficiente para responsabilização e consequencias sérias. Como não estamos em qualquer país do mundo esse tipo de trampolinagem é aceita com tranquilidade, até porque o TSE dificilmente vislumbrará nessa conduta algum fato típico.

Há o precedente, em termos de (i)moralidade, das eleições de 2006. Lula fez campanha sem se desincompatibilizar do cargo de Presidente, se valeu da máquina pública, distribuiu dinheiro através de planos salvadores da pátria, como o bolsa-família e o bolsa-escola, em troca de votos. Mascarou-se a deficiência administrativa com a compra escancarada e imoral de votos com base em lei criada de afogadilho em proveito próprio. O TSE não viu qualquer irregularidade. Quem não tem memória curta, lembra.

Os petistas dirão que a lei não estabelece a necessidade da desincompatibilização do candidato à reeleição. Correto. Mas a Ética e a Moral o aconselham e não é preciso meditar muito para se chegar a essa conclusão. É imoral toda a disputa em que um dos candidatos lança-se com vantagens que não as de suas próprias qualidades pessoais e eleitorais. Mas as regras da Ética e da Moral não são de cumprimento obrigatório. A lei não as revoga e isto serve de justificativa aos mal intencionados.

Agora o PT, salientando sua distorcida vocação de paladino da pureza alheia, pede a suspensão do programa do PPS sob a acusação de que o partido oposicionista fez promoção antecipada das eleições em suas inserções no rádio e na TV em abril (...). O PPS é também acusado de fazer menção expressa às próximas eleições presidenciais, referindo-se a possíveis candidaturas e à formação de coligações, em especial com o PSDB dos governadores José Serra (São Paulo) e Aécio Neves (Minas Gerais). Leia a notícia aqui.

 

O PT pode, em escala muito mais grave. Os outros, não.

No Brasil, depois que o estridente PT chegou ao poder, virou regra geral, aceita e consagrada, pregar Ética e Moral com calça de veludo e bunda de fora. Por isto Lula estava certo quando disse, certa vez, que não há brasileiro mais ético do que ele.



Escrito por Ilton: às 17:21
[] [envie esta mensagem] []




[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]