MAS... É O LULA!

A Veja on line publicou a foto acima como a do provecto escritor que desferiu duas bengaladas no deputado José Dirceu (aqui).
Olhem bem!
É O LULA DISFARÇADO...
Escrito por Ilton: às 17:43
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DATA VENIA, FOI, SIM, UMA DECISÃO POLÍTICA
Pressionado pela opinião pública e por um tour de force de membros do Parlamento, o STF encontrou uma solução salomônica, ainda que sacrificando as provas, no mandado de segurança interposto por José Dirceu e julgado há pouco: determinou a extirpação dos autos do depoimento de Kátia Rabelo e vedou qualquer referência a ele no relatório a ser novamente lido na Comissão de Ética.
A decisão não impede o julgamento do deputado. Como este, hoje à noite, será político, acredito que isto terá pouca influência. Os deputados já estão decididos pela cassação ou pela preservação do mandato de José Dirceu e o que disse a testemunha oculta não influenciará.
Mas se se tratasse de um processo judicial, certamente outra seria a decisão: a defendida por Marco Aurélio, de suspensão do processo para reouvida das testemunhas de defesa.
Porque se assim se decidisse num processo penal haveria um evidente cerceamento de acusação – isto também existe, embora não seja muito considerado. A decisão equivaleria a castrar um bagual e pretender vendê-lo como reprodutor.
Escrito por Ilton: às 15:07
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STF DE CABEÇA QUENTE

Hoje à tarde ocorrerá o final do julgamento do mandado de segurança do deputado José Dirceu, referido no post de ontem, com a prolação do voto faltante do ministro Sepúlveda Pertence.
Estou curioso. Há quem diga que houve erro do ministro Jobim na proclamação do resultado:
A proclamação do empate foi criticada, entre outros, pelo advogado Miguel Reale Júnior. Para ele, em vez dos 5 a 5 divulgados por Jobim, o placar da votação no STF foi de 6 a 4, favorável à manutenção do julgamento de Dirceu na próxima semana. Ao declarar o empate, Jobim somou o voto do ministro Cezar Peluso aos dos outros quatro integrantes do STF a favor da concessão de liminar para determinar o retorno do processo ao Conselho de Ética (aqui).
Não chego a tanto. Mas alguma irregularidade, incondizente com o grau de conhecimento dos ministros da Corte, parece ter havido. Na proclamação do resultado houve um início de discussão entre o ministro Marco Aurélio e o ministro Jobim sobre se o ministro Peluso teria provido o recurso “em maior ou menor extensão que os demais”. Prevaleceu a idéia do presidente.
Acontece que, na opinião deste humilde blogueiro, o ministro Peluso deveria ter enfrentado o mérito da questão, ou seja, decidido também sobre se houve ou não nulidade no julgamento da Comissão de Ética pela inversão da ordem de ouvida das testemunhas de defesa e acusação – é isto que o mandado de segurança busca. Parece que ele não o fez. Desgarrou-se dos demais ao votar pela extirpação pura e simples do depoimento da testemunha Kátia Rabello do processo de cassação.
Tecnicamente, ele deveria fazer a sua proposição e os demais ministros deveriam se manifestar, apoiando ou contrariando. Se a maioria apoiasse, estaria concluído o julgamento e o depoimento de Kátia Rebello seria extirpado do processo e o julgamento na Comissão de Ética prosseguiria – uma decisão, aliás, pouco defensável.
Mas o ministro Peluso deveria se manifestar, também, sobre o mérito, ou seja, sobre se houve ou não nulidade no julgamento da Câmara, de acordo com o pedido do impetrante. Este não requereu, pelo que pude entender, a retirada do depoimento; ele pediu a nulidade do feito porque houve inversão na ordem de ouvida das testemunhas. O Ministro Peluso entendeu de resolver a questão pelo caminho mais curto e menos judicioso.
Como referi ontem, o Direito se define, muitas vezes, por princípios. E um deles é o de que o juiz é obrigado a julgar a causa na amplitude que lhe é proposta. Todos os aspectos devem ser examinados.
Por isto estou curioso. Espero que, antes do julgamento, haja um chamamento à ordem do processo para sanar irregularidades e colocar as coisas no seu devido lugar.
Para ressalvar eventual falha de enfoque de minha parte, coloco aqui um retumbante SALVO MELHOR JUÍZO.
Escrito por Ilton: às 08:14
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TRADUZINDO O STF

A votação da liminar do último – certamente não o derradeiro – mandado de segurança do deputado Zé Dirceu, que está usando a barriga para empurrar a decisão do Conselho de Ética da Câmara tentando fazer esquecer as acusações contra ele, terminou empatada.
Foi surpresa, para mim, o voto do ministro Peluso, que opinou pela supressão do processo do depoimento da testemunha de acusação Kátia Rabello. Como se se pudesse, por exemplo, apagar do jogo Corinthians e Inter aquele lance em que o ministro, digo, o juiz Marcio Rezende de Freitas deixou de marcar um pênalti e ainda expulsou o Tinga, beneficiando o infrator, no caso, o José Dirceu, digo, o Corinthians.
Também me surpreendi com o voto do presidente. Geralmente ele só vota para desempatar. Mas o Regimento Interno do STF ressalva-lhe a matéria constitucional. Como o Supremo trata primordialmente de matéria constitucional, e como nenhum jurista maior até agora levantou dúvida, creio que a interpretação dos doutos ministros é certa. Eu, mais rasteiro, resolveria tudo à luz da lei processual e do regimento da Câmara. Mas respeito quem pensa o contrário. Nossa atécnica Constituição é mesmo de um Codigão.
Dois dos três pontos abordados foram rechaçados unanimemente porque já apreciados. A decisão fulcrou-se (os juristas gostam desse verbo inexistente) na alegada nulidade pela inversão da ordem de ouvida das testemunhas de acusação e defesa, contrária à ampla defesa e ao princípio do contraditório, conceitos elásticos e invocados sempre que alguma coisa, mínima que seja, não é observada no processo. O rigor formal não admite desvios, dizem os processualistas.
Essa inversão, principalmente no campo penal, pode realmente prejudicar o réu. A Defesa deve ser sempre a última a falar para poder rebater a amplitude da acusação. Assim, se uma testemunha de acusação é ouvida depois e trouxer fato novo o réu é pego de surpresa e não tem como fazer a contra-prova.
Nada que não pudesse ser resolvido na própria Comissão de Ética que deveria ter intimado o deputado a se manifestar. Se ele alegasse nulidade seriam reouvidas suas testemunhas e outras que arrolasse. Se nada requeresse ou se omitisse o processo seguiria porque – este também é um princípio importante – a parte deve argüir a nulidade na primeira ocasião em que falar nos autos, pena de perder o direito de argüi-la depois.
O princípio que se opõem, importante, de ordem pragmática, é o de que não se declara nulidade se não houver prejuízo para a defesa. A Exposição de Motivos Código de Processo Penal é claro e objetivo:
“Segundo a justa advertência de ilustre processualista italiano, “um bom direito processual penal deve limitar as sanções de nulidade àquele estrito mínimo que não pode ser abstraído sem lesar legítimos e graves interesses do Estado e dos cidadãos”. O projeto não deixa respiradouro para o frívolo curialismo, que se compraz em espiolhar nulidades. (...) Não será declarada a nulidade de nenhum ato processual, quando este não haja influído concretamente na decisão da causa ou na apuração da verdade substancial. Somente em casos excepcionais é declarada insanável a nulidade”.
O impasse está em cinco a cinco. Pode mudar imprevisivelmente. Até o fim do julgamento cada ministro pode mudar seu voto (dois já o fizeram) e decidir contrariamente ao que já decidiu.
Cabe-lhes definir o que é mais importante: o respeito à ampla defesa, pois mais abstrato que o conceito possa ser, ou a pragmaticidade do não se declarar nulidade que não prejudique o réu.
Sobre essa simples dualidade se debruçam dez homens e uma mulher que estão lá por seu notável saber jurídico. Até agora, só divergiram.
Escrito por Ilton: às 20:45
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CONSIDERAÇÕES SOBRE A LULA

A lula é um molusco invertebrado, que por isto pode se dobrar facilmente e jamais terá problemas de quebrar a espinha quando se curva aos interesses de seus vizinhos, como o corrupto, que é uma espécie de crustáceo que mora em galerias cavadas nas areias das praias rasas (a foto acima é de um corrupto; lula, todo mundo sabe como é).
A lula pertence à classe dos Cephalopoda, ou cefalópodes, cujos olhos e sistema nervoso são muito desenvolvidos. O olho da lula é o mais perfeito entre os invertebrados. Por isto enxerga mais longe do que comumente se pensa, o que não é garantia de que sua visão seja das mais corretas. Às vezes se revela muito falha, pois incapaz de ver o que acontece exatamente ao seu redor e para isto se utiliza, ainda, de um mecanismo de defesa que veremos abaixo. Por isto ela geralmente não sabe de nada porque nada viu.
Cefalópode, segundo o Aurelião, é aquele que tem pés na cabeça. Ou seja, tem o cérebro perto dos pés. Por isto, a lula não tem uma visão muito elevada das coisas e costuma nivelar por baixo principalmente o que é dos outros, embora saiba flanar nas alturas, e luxuosamente, no seu interesse.
É de coloração geralmente amarelada com manchas vermelhas rutilantes, que podem assumir a forma de uma estrela de cinco pontas. Pode mudar de coloração dependendo do ambiente e das circunstâncias que a cercam: por isto a lula que você viu ontem, defendendo pontos de vista de uma coloração política, pode ser a mesma que você vê hoje pedindo que esqueçam suas promessas e defendendo aquilo que ontem combatia para sua sobrevivência, de coloração diametralmente oposta.
São conhecidas hoje cerca de 650 espécies de lulas. Estudiosos dizem que é um grupo em franco declínio, pois seu número já foi consideravelmente maior: foram descobertos aproximadamente dez mil fósseis da espécie, estendendo-se até o período cambriano.
Como todos temos o conceito de que os moluscos são lentos e estáticos a lula nos engana facilmente. Ela é um predador rápido e insidioso, pois seus inúmeros tentáculos conseguem se jogar em várias direções e, depois de enganada, a presa dificilmente conseguirá se livrar.
A lula tem cabeça grande e olhos conspícuos, às vezes congestionados. A cabeça e o corpo se unem quase sem pescoço numa espécie de colarinho frouxo que, em alguns casos, pode ser branco.
Logo acima do reto ela tem uma bolsa de tinta preta com um canal que, ao perceber algum perigo, abre-se e mancha a água ao seu redor. É esse o mecanismo de defesa antes referido, de grande importância para a lula.
O canal ejetor desse líquido fica perto do ânus. A tinta que lança cria uma espécie de cortina de fumaça preta e tem três objetivos principais: (1) impedir a exata visão do que acontece ao seu redor, por mais escabroso que seja, (2) permitir que ela escape dos inimigos, pois lhes prejudica sensivelmente o campo de visão e (3) de lançar essa mesma fumaça em substituição a resposta objetivas e claras quando assediada por jornalistas curiosos.
Por isto, e em face de sua característica extremamente escorregadia e lisa, principalmente os corruptos hesitam muito e raramente pensam em tomar uma atitude mais drástica contra a lula.
Afinal, embora de espécies diversas, habitam todos o mesmo planalto, digo, o mesmo oceano.
Escrito por Ilton: às 20:19
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NÃO ASSINO EMBAIXO

Está certo. Partidos, governos, entidades, pessoas jurídicas e físicas, por si ou por seus responsáveis, cometem às vezes atos tresloucados ou idiotas, mesmo acreditando que estão atuando da forma mais normal e lúcida possível. Mas por esta eu não esperava.
Recapitulando: o PT, em 14 de outubro, representou no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados contra o deputado Onyx Lorenzoni (PFL-RS), que acusou o deputado José Dirceu de ter omitido ganhos em sua declaração de renda. A representação não foi em virtude de eventual falsidade na acusação, mas porque a revelação dessa irregularidade à CPI estava acobertada pelo sigilo bancário e fiscal.
Não me peçam para explicar como algo divulgado a uma Comissão Parlamentar de Inquérito possa estar ainda sob sigilo, mas é isto que dizem.
A representação foi assinada pelo petista Tarso Genro, atualmente sem cargo fixo na atual governança, esperando uma vaga – que parece cada vez mais incerta – no Supremo Tribunal Federal que, segundo fontes governamentais, já teria gaúchos demais, vazando pelo ladrão. Ah, ah, ah!
Até a ministra Ellen Gracie, que é carioca mas fez carreira jurídica por aqui, é considerada gaúcha. Também devo ser.
Pois o PT chegou a um nível tão inexplicável de façanhas e fenômenos psico-físico-deletérios que um laudo solicitado pela revista Veja demonstra que a assinatura na representação, atribuída a Tarso Genro, é falsa...
Até aí, nada demais. Alguns petistas, e integrantes de outros partidos, já fizeram coisas bem mais feias do que isto. O pior vem depois.
Ao jornal Zero Hora o ex-ministro disse que a assinatura está lá, é sua, e que usa três diferentes em documentos oficiais...
Por que alguém utiliza duas ou três assinaturas, dependendo da ocasião, para fixar o sinal de sua personalidade – ou pessoalidade – em documento? O homem é uma unidade que não precisa desdobrar-se em duas ou três assinaturas. Não consigo visualizar uma justificativa adequada para isto, a não ser um culto exagerado a uma tripartida personalidade.
O pior é que ele usa assinaturas semelhantes! Se fossem divergentes até poder-se-ia entender alguma fobia ou temor diante de algum fato específico e que o fizesse assinar de um modo um cheque, de outro modo recibos e ainda de outro uma petição (ele é advogado).
Assinaturas semelhantes são as mais fáceis de ser acoimadas de falsificação. As completamente divergentes e falsificadas se delatam facilmente e às vezes são tão grosseiras que o Direito nem as considera falsas... Com assinaturas semelhantes é mais difícil, mas nada que um bom perito não possa destrinçar.
Por isto, o que preocupa e surpreende não é a acusação de falsificação, mas sim a possibilidade de se chegar à conclusão de que a assinatura do Tarso Genro foi falsificada pelo próprio Tarso Genro...
Escrito por Ilton: às 14:14
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CADÊ O MEU PRESENTE?

O ex-ministro Maílson da Nóbrega lança o livro O Futuro Chegou em que afirma que o futuro do Brasil é uma realidade que só não vê quem não quer.
Lembro das aulas de Geografia, no primário, em que se dizia que o Brasil era o “país do futuro”, uma história em que todos acreditaram porque foi contada por Stefan Zweig, um austríaco que escolheu o Brasil para morar e que um ano depois de ter escrito o livro se suicidou.
Essa máxima foi repetida em todos os anos de minha escolaridade. Depois, meus filhos vinham da aula dizendo o mesmo. Até anteontem ouvi isso.
Agora, de repente, o futuro chegou. Não se pode mais dizer que o Brasil é o país do futuro. É o país do presente?
Mas que presente este, ex-ministro Nóbrega. Mas que baita presente. Mas que bosta de presente. Perdoe minha pobreza de espírito, mas nem de presente eu quero um presente assim. Se este é o nosso presente, como será o amanhã?
Não! Acho que o senhor se isolou numa ilha deserta para escrever e se baseou numa realidade idealizada ao tempo em que era ministro e pensava em mudanças para o bem do Brasil – vamos colocar as coisas desse modo condescendente. Segundo resenha da Veja, o senhor diz que esse futuro iniciou na década de 1980. O senhor não foi ministro no Governo Sarney nessa época?
Acho que o senhor não percorreu favelas. Acho que o senhor não sai sozinho à noite, a pé, em qualquer das capitais e grandes e médias cidades do Brasil, nem de carro pelas rodovias estropiadas do país. Acho que o senhor tem uma excelente saúde e não precisa de médico nem do SUS. Acho que o senhor tem os filhos formados e não precisa pagar os estudos deles ou sujeitá-los ao falido sistema estatal de ensino. Seus netos (presumo que os tenha) devem estar estudando no Exterior e lhe contam verdades que o senhor pensa estar acontecendo aqui, caro ex-ministro.
Não li seu livro. Talvez esteja sendo preconceituoso. Desculpe minha insolência. Também não tenho seus conhecimentos acadêmicos sobre Economia e Negócios. Mas devemos ter uma concepção muito diferente ou do que seja futuro ou daquele futuro que visualizávamos no nosso passado e que hoje é presente. Ou esse seria o futuro do presente no modo indicativo de que não passa de um pretérito imperfeito? Ou será que existem dois futuros: um para economistas e cientistas políticos e outro para o povo em geral?
Mas à noite vou rezar, senhor ex-ministro, para que a visão do futuro exposta no seu livro esteja não equivocada, mas grosseira e socialmente errada. Se o nosso futuro é isto que está aí, desejo ardentemente que o seu livro não tenha o mínimo de consistência.
Mesmo assim, vou comprá-lo. Estou certo de que estarei colaborando para o seu presente-futuro e esculhambando o meu pretérito imperfeito que não conseguiu tanto otimismo.
Mas depois de lê-lo, vamos monologar de novo. Eu, por enquanto, acho que se o nosso futuro é esse aí, melhor andar de costas. Para frente, mas de costas. O nosso futuro ficou lá atrás...
Escrito por Ilton: às 11:55
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FILHOS DESTA MÃE GENTIL!
O ministro Palocci afirmou ontem que vêm sendo criados cem mil empregos por ano no Brasil com a política econômica que preside. Entretanto, milhares e milhares de brasileiros saem do país para procurar trabalho no Exterior e, de lá, sustentar seus familiares daqui.
Isto não é novidade. A novela América abordou esse assunto, pelo que sei, exaustivamente, de modo que todo o brasileiro tomou conhecimento, se não jornalístico, pelo menos novelístico, dessa realidade.
Leio, agora, que o número de brasileiros impedidos de entrar na Grã-Bretanha bateu recorde e o Brasil passou a ocupar o primeiro lugar na lista de países que têm seus cidadãos barrados nas fronteiras britânicas, segundo o mais recente levantamento do Ministério do Interior do país. De acordo com os dados divulgados nesta terça-feira, 5,18 mil pessoas foram impedidas de entrar na Grã-Bretanha e enviadas de volta ao Brasil em 2004 (aqui).
Não entendo o que esta gente vai fazer lá fora, sujeitando-se a subempregos, se são tantas as oportunidades propaladas pelo Governo aqui.
Essas cinco mil e poucas pessoas devem ter alguma qualificação, do contrário não teriam discernimento nem condições psicológicas de enfrentar uma terra estranha e se sujeitar a ganhar pouco lá – embora o pouco lá seja muito aqui – para serviços que os ingleses rejeitam certamente porque os consideram humilhantes ou pouco dignos.
Tudo bem. Nada contra quem quer buscar uma vida melhor. Eu, se estivesse no início da idade adulta, me aventuraria por qualquer país europeu porque as perspectivas aqui são nebulosas. Apesar da palavra do ministro, o que se vê é pouco alentador.
Mas o pior de tudo, segundo a mesma notícia, é que membros da CPI da Emigração Ilegal, chefiada pelo senador Marcelo Crivella, do PL do Rio de Janeiro, se reuniram com políticos e com representantes da comunidade brasileira na Grã-Bretanha para pedir a parlamentares britânicos a legalização dos brasileiros que trabalham ilegalmente no país.
Esses imigrantes vieram para cá porque o mercado de trabalho precisava dessa mão-de-obra estrangeira. Eles foram 'convidados' pelo mercado, aceitaram trabalhar aqui por um salário mais baixo do que a média. Não é justo que a Grã-Bretanha explore esses imigrantes, sem dar a eles o direito à cidadania – justifica (ou tenta justificar) o senador Crivella.
Que Nação a nossa! Seus políticos, ao invés de levar esperança aos de sua própria terra, ao invés de acenar-lhes com a boa nova de uma vida justa aqui, ao invés de tentar mitigar a situação deles, que consideram explorados, fazem o contrário: pretendem expatriá-los amigavelmente, como se integrassem uma comissão de coiotes com o objetivo de deferir adoções em massa.
Sabe-se por quê! Interessa ao Governo o dinheiro que esses brasileiros explorados lá remetem mensalmente para seus familiares aqui. Ele, afinal, vai ser aplicado aqui e ajudar nossa Economia.
Ao Governo não interessa o preço. Não interessa o custo. Se for para o bem da mãe gentil, pátria amada Brasil, amamentadora de muitos políticos, entrega os próprios filhos, de papel passado, para que eles possam ser explorados oficialmente!
Escrito por Ilton: às 12:08
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ATÉ O PAPEL HIGIÊNICO É VILÃO!

Não tem jeito. Só uma remodelação estrutural para tudo poder dar certo neste país. O Brasil precisaria morrer para renascer com pujança, de preferência sem pelo menos 90% desses homens públicos que lutam por interesses privados e que dominam a política brasileira.
Renan Calheiros está, ou esteve (nunca se sabe, pois já se passaram alguns dias), desgostoso com o presidente Lula. Claro que me surpreendi: Calheiros está sempre onde o Governo está. Mas não custa ter esperança. Ela é a última que morre. Mas, na maioria das vezes, morre!
Pensei que o motivo do desentendimento fosse alguma divergência econômica ou política relevante para o bem da Pátria. Nada disso: Renan está bicudo porque Lula retarda a nomeação de um apadrinhado seu, Paulo Lustosa, atualmente na Funasa, para a direção da Anatel, a agência reguladora do setor de telecomunicações, um cargo bem mais elevado.
Os problemas sociais do Brasil, sob a ótica deles, é restrito a amigos que não têm problemas!
Esta também é meio atrasada, talvez até desatualizada, mas vai: a regra do toma-lá-dá-cá, usada há muito na política brasileira e que mereceu um estupendo aprimoramento na era Lula, continua se ramificando. Saiu dos lindes do parlamento, onde o mensalão foi institucionalizado, e se expandiu para o mundo exterior. Visando segurar Palocci a todo o custo, costura-se um acordo entre governistas e oposição.
Diz a Folha de 14/11/2005 (aqui, só para assinantes) que “um emissário de Lula conversou recentemente com um dos mais importantes membros da cúpula tucana para tentar uma trégua ou limite na guerra política. Acertou-se que serão poupadas as famílias de Lula e de cardeais tucanos, como o prefeito de São Paulo, José Serra, e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso”.
Eles se entendem direitinho. Na hora h trocam rolos de papel higiênico para se limparem nessa guerra suja. O ditado “uma mão lava a outra” deve ser revisitado: uma mão lava a outra e as duas se sujam.
Lula garantiu que até 2010 não vai ocorrer apagão. Preparem velas, lampiões e outros artefatos luminosos – vale até aquela antiga pomboca que pretejava as narinas de nossos avós.
Interessante ele garantir até 2010. Nesse ano terminaria seu segundo mandato, ou estou enganado?
Sutil como um elefante numa loja de cristais. Não acredito, vindo do presidente, que seja uma mensagem apenas subliminar.
Falando em mensalão, a CPI respectiva virou bolha de sabão, mas opaca e sem brilho. Acabou-se e nem se pode dizer que foi em pizza. Nem tinham feito a massa nem esquentado o forno.
Ao mesmo tempo noticia-se que o grande vilão na evolução do preço da cesta básica este mês foi o papel higiênico, que subiu 8,74%.
Eu até gostaria, mas minha mente viciada não consegue afastar a idéia de que uma coisa tem estreita ligação com a outra.
Escrito por Ilton: às 10:56
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APENAS UM EXEMPLO DA ESCORREGADIA DIALÉTICA LULISTA

Ouvi a última entrevista do presidente Lula a nove rádios do Brasil. Como sempre, fugiu de respostas objetivas para dizer aquilo que quis, transformando-a numa extensão de seus discursos de palanque. Exemplo: pergunta do repórter Fábio Marçal, da Rádio Guaíba de Porto Alegre:
Presidente, muitos ouvintes me ligam afirmando que nos postos de saúde faltam medicamentos. O Governo já gastou este ano mais de um bilhão de reais em viagens e diárias com seus funcionários. Muitas viagens não poderiam ser evitadas em função do avanço das comunicações? E por que que o Governo não cria um banco de milhagens que favoreceria o Governo e não funcionário viajante como ocorre hoje? (...)
A esclarecedora resposta:
É bem possível que tenha exagero em viagens. Agora, determinadas pessoas fazem críticas às viagens imaginando que o Governo deva, junto com o seu grupo de assessores, ficarem trancafiado dentro do Ministério num país de oito milhões e meio de quilômetros quadrados e num país que tem uma relação internacional e uma importância muito forte. Se nós temos problemas na saúde, não é por causa das viagens. Deve ser outro problema. Porque nós fazemos transferência de recursos para prefeitos e para os Estados. Então é preciso saber se o dinheiro que está sendo transferido está sendo aplicado corretamente na compra dos remédios, na compra de equipamentos. Porque o orçamento do Ministério da Saúde é um orçamento, eu diria, sozinho ele é metade do orçamento de todos os outros ministros. Portanto, o problema não é da falta de dinheiro. De vez em quando eu vejo na televisão, ta faltando remédio, ta faltando isto. Num país deste tamanho, com uma quantidade de quase seis mil prefeituras, 27 governadores, é bem possível que em alguma região as pessoas cometam erros, tardaram as compras, mas eu posso te dizer que dinheiro nós temos no Ministério da Saúde. E eu espero que a gente possa entender de uma vez por todas que o que nós estamos fazendo na área da saúde, sobretudo com o médico de família, a quantidade de hospitais que estamos reformando no Brasil inteiro, sobretudo na cidade de Porto Alegre, a política de saúde bucal que estamos fazendo no Brasil, eu quero chegar dia 31 de dezembro de 2006 inaugurando 400 centros de saúde bucal, em que as pessoas vão ser atendidas por telefone, vão fazer tratamento de canal, vão fazer ortodontia que hoje é só coisa de chique, só gente que pode pagar um dentista e colocar aquele negocinho na boca, pobre agora vai ter o direito de colocar. Pobre não! Qualquer um pode colocar, o rico se quiser pode ir também. Não é só pa pobre. O trabalho é pra ajudar aqueles que não podem pagar um dentista. Mas se quiser, sabe, se o Fábio da Rádio Guaíba quiser ir pode ir. Se o Mário Klédiston (?) quiser ir... Klédiston (?) você se quiser tratar os dentes pode ir lá no centro de saúde bucal e vais fazer tratamento de canal ainda e vais fazer prótese de primeira qualidade. Não é aquelas próteses que normalmente em época de eleição, em alguns Estados, o político leva uma cesta e bota qualquer uma na boca do cidadão que às vezes não cabe mas ele fica na boca às vezes é muito larga, não, agora ele vai ter um protético que vai tratá-lo com respeito. É uma, uma revolução e como eu sou nordestino, eu falo muito do Nordeste, é porque é no Nordeste que a gente presencia mais estas coisas. Hoje já nas periferias dos grandes centros a gente presencia jovens de 17 anos, 18 anos, 20 anos sem dente na boca! As pessoas não riem de vergonha. Então nós estamos recuperando a cidadania desses milhões de brasileiros, quatrocentos centros de saúde bucal, cada centro tratando de quinhentas mil pessoas, num círculo de quinhentas mil pessoas, e essas pessoas vão ser atendidas por telefone, horário marcado assim, coisa de primeiro mundo, pra acabar com essa mania de que pobre tem que entrar na fila pra conquistar qualquer coisa.
Escrito por Ilton: às 09:58
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INCURSIONANDO PELOS CAMPOS DO FUTEBOL

Não sou fã de futebol. Mas depois que o Corinthians foi pras cabeças, com um judicioso empurrão do TJD, tenho visto algumas partidas. Sou corintiano porque na Taió da minha infância, em Santa Catarina, praticamente não havia bons times no Estado, exceto, em certa época, o Metropol de Criciúma. Então a gente torcia para times do Rio e São Paulo.
Vi o timão perder para o São Caetano quarta-feira. Ok. O Corinthians é freguês do São Caetano. Aliás, de um modo geral, quando a gente espera que ele vença, ele perde; quando a gente pensa que ele vai perder, ele ganha. Por isto somos chamados sofredores e sofremos antes e depois e sempre de forma previsivelmente inesperada.
Mas o jogo foi uma bosta, prejudicado por um árbitro sem pulso que, para não se comprometer, marcava falta sempre que um jogador caía. E como caíram jogadores naquela partida. Contribuíram eficazmente com o juiz. Bastava um adversário estar a uns dois ou três metros para a queda. O caído contorcia-se como se tivesse quebrado uma perna ou sentava-se irado erguendo o braço pedindo um cartão para o infrator. O jogo de quarta-feira foi um exemplo de como não se apita uma partida. Só não terminou zero a zero porque o juiz foi pego de surpresa pelo São Caetano no início do jogo e não estava ainda preparado para anular o gol.
Minha sugestão para acabar com esse exagero de faltas e manhas e de arbitragens covardes é a fixação de novas regras para o futebol brasileiro:
Os jogadores serão dispostos fixamente em campo, com colunas alternadas de cada equipe sendo: o goleiro na linha de gol, dois zagueiros nos bicos da pequena área, em seguida três atacantes do time adversário, depois cinco meio-campistas defronte a cinco meio-campistas do time adversário, logo após três atacantes e finalmente os dois zagueiros e goleiro do time adversário.
Serão demarcados círculos ao redor de cada jogador, um tangenciando o outro. Esse espaço é o que dispõe cada jogador para se movimentar. A invasão do círculo adversário ou mesmo do companheiro será considerada falta.
O contato físico entre os jogadores, da mesma equipe ou não, será punida com pena de expulsão imediata de ambos.
Se o contato se der por ocasião de comemoração de gol os jogadores ficarão, além disto, automaticamente suspensos da partida seguinte.
O goleiro só poderá se movimentar lateralmente e sobre a risca do gol.
A reposição lateral será feita pelos gandulas, de costas para o campo e de olhos vendados, de modo a não poderem favorecer qualquer das equipes.
Como o jogador não poderá movimentar-se fora do círculo delimitado, só poderá dar dois toques na bola: um para amortecê-la e outro para passá-la a um companheiro.
Para todas as infrações a penalidade é o pênalti, que será cobrado sempre pelo centro-avante, o único com essa incumbência
Com isto resolve-se o problema dos árbitros que têm medo de que um dos times vença, dificulta-se a ocorrência de faltas, e obsta-se a manha e as reclamações dos jogadores, que parece que é o que todo o mundo deseja.
A falta de emoção que essas regras irão provocar será resolvida com a escalação do Galvão Bueno e seus pupilos criadores de emoções falsas para narrar as partidas.
Ah! Nos casos omissos aplicam-se as regras do pebolim.
Escrito por Ilton: às 07:54
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PRECISO DE AUTO-AJUDA PARA ESCREVER UM LIVRO DE AUTO-AJUDA

Estou pensando em escrever um livro de auto-ajuda. Não sei a quem destiná-lo: aos gordos ou aos deprimidos, principalmente aqueles que andam sempre buscando esta árvore de dourados pomos que chamamos felicidade e que são os seres mais infelizes do universo. Ou aos brasileiros em geral, que estão muito necessitados de um afago no seu ego e na sua cidadania.
Para os gordos tenho, além de prática e conhecimento de meio século, dois títulos apropriados. Como se sabe, a última escolha que se faz quando se escreve um livro é a do título. Por isto, se escrevê-lo, depois escolherei entre estes dois: “Só é Gordo quem quer Emagrecer” e “Só os Gordos bebem Refri Light”.
Eu sou gordo. Já nasci gordo. A frau Ierich (faz tanto tempo que não lembro se esta é a grafia correta), a parteira oficial de Taió, quando viu que eu não ia nascer numa boa chamou o médico, doutor Arthur que, indignado com minha teimosia, utilizou fórceps para me puxar para fora.
Acho que seria um bom início. Demonstrarei que o trauma violento que sofri por sair de um lugar aconchegante onde eu não precisava me alimentar sozinho criou em mim uma fome compulsiva diante da realidade do mundo que descobri poucos anos depois, cheio de nata de leite, lingüiça, doce de laranja, banha com açúcar, pão de aipim e ovo frito...
Quem não comeu pão de aipim quentinho com uma grossa camada de nata fresca e por cima açúcar cristal não comeu um dos manjares dos deuses. Quando não tinha nata, podia ser banha mesmo. Isto: banha de porco com açúcar. Não era bom quanto a nata, mas o colesterol agradecia, embora a gente nem soubesse que ele existia... E o pão de milho abatumado que a dona Almerinda, nossa vizinha, fazia...
Já li livros de auto-ajuda. Segui as instruções à risca. Parei ao entrar em depressão depois de tanto repetir, de mim mesmo para mim mesmo, com o dedo indicativo da mão direita encostado no nariz e o da mão esquerda no ouvido direito (para fazer circular a energia cósmica universal): “a cada dia que passa eu me sinto melhor, melhor e melhor!”. Além disto, arranjei uma labirintite.
Os para gordos nunca li, mas é como se tivesse lido porque continuo gordo. Sei que é possível alcançar resultados positivos com eles. Li um (cujo nome, infelizmente, foi retirado da minha combalida memória depois de ler “Como aprimorar sua Memória”), escrito por um anão que, com exercícios mentais elaboradíssimos e específicos, conseguiu se tornar um adulto fisicamente normal. Ele luta para crescer ainda mais e entrar no Guinness como o homem mais alto do mundo.
No meu caso, o problema é que sou muito preguiçoso. Não sei se existe algum de auto-ajuda específico, ou seja, que me motive o suficiente para escrever um livro.
Escrever, não. Terminar de escrever. Tenho três prontos, cinco semi-acabados e uns 19 que estão arquivadinhos no meu cérebro mas não saem. Mais este projeto agora, do livro de auto-ajuda. Talvez fosse bom escrever para os preguiçosos mentais como eu. Algo como “Exercícios de Auto-Ajuda para Você escrever um Livro”. É uma boa idéia.
Mas vou deixar para começar amanhã. Ou depois.
Pensando melhor, o ideal seria um fórceps para isto...
Escrito por Ilton: às 15:09
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ESTA COISA QUE NOS APERTA A GARGANTA!

Eu gostaria de viver num Brasil mais nação, mais gente, mais honesto.
Eu já passei daquela fase revanchista das primeiras denúncias contra o Governo e o PT em que minha reação era apenas um sorriso de escárnio e o pensamento: logo eles, que pregavam tanto a moralidade!
Eu já passei da fase de comentar, em encontros, as barbaridades que se sucederam e inclusive de brincar com o Leo, meu amigo petista-capitalista, gozando da cara dele que insistia em acreditar em ilhas de irregularidades.
Eu já passei da fase de indignação exacerbada em que sentei na frente deste micro e redigi textos duros e pesados contra o PT, contra o Governo, contra o presidente Lula, contra o Congresso, alguns dos quais postei aqui e outros que não publiquei mas que me serviram de desabafo.
Eu já passei também da fase da volta ao começo, aquela em que após ver tantas denúncias impensáveis e inconcebíveis se chega a duvidar da realidade. Cheguei a pensar que não pode ser verdade, que é mesmo uma conspiração das elites. Nenhum Governo pode ser assim tão arrojadamente desonesto. Amanhã vou acordar e descobrir que nada ocorreu!
Eu já passei também da fase de me sentir impotente e incapaz de tentar mudar e que me inspirou uma Carta ao Presidente que percorreu este Brasil, foi lida no Congresso e publicada em vários jornais e rádios.
Eu já passei por isto tudo. Às vezes, dependendo da gravidade da notícia, tenho recaídas – jamais renunciarei ao direito de criticar –, mas estão se tornando cada vez mais espaçadas.
Eu agora estou vivendo uma fase de acomodação. Meu senso crítico está confuso, minha consciência está conturbada e eu não consigo ver mais nada com nitidez.
Eu, que sempre fui muito independente e seguro nos julgamentos de processos, me sinto, pela primeira vez, perdido. Vou procurar livros de Filosofia e estudar Ética, porque não sei mais o que é ético e o que é aético. Quero reaprender o que seja honra, dignidade, probidade, hombridade, personalidade, porque isto tudo foi moído dentro do meu cérebro. Passou um tornado na minha mente e misturou idéias. Sou incapaz de distinguir o certo do errado. E isto é muito perigoso.
O pior é que tudo continua. Amanhã tem mais como ontem teve.
Hoje estou vivendo a minha fase de tristeza e desconsolo pelo que vejo. Alguma coisa me sufoca e me aperta a garganta. Não sei como é conseguimos chegar, e deixar chegar, a este ponto!
Às vezes tenho a assustadora impressão de que a nata da rapinagem mundial se reuniu numa grande congregação no Brasil e, num conluio universal, conseguiu tomar conta da administração, impor sua própria ética, suas mentirosas verdades, sua vontade maliciosa e a nós só resta mesmo chorar, desconsolados...
Espero que seja apenas hoje!
Escrito por Ilton: às 08:41
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