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TENHA UM BOM FIM DE SEMANA!

A RedeTV está se superando. Conta com a grosseria do Pânico, a idiotice do programa da mulher do Chefe e agora contratou aquele intragável repórter, de voz fininha e estridente, o Marcelo Rezende, para lançar seus acessos de histeria via satélite.
Adolescente atropela e causa morte de dois idosos na Grande SP. O presidente Lula, como fez no caso do brasileiro morto em Londres, vai telefonar para a família expressando suas condolências. Ou não? Acho que não. Esse caso não está tendo muita publicidade e certamente não renderá dividendos políticos.
Estou pensando em viajar novamente para Santa Catarina. Afinal sou de lá e amo aquela terrinha, principalmente Taió. Entrei no site da Polícia Rodoviária Estadual (pretendo ir pela serra) e fiquei meio cabreiro com a enquete: Você pagaria propina para se livrar de uma multa de trânsito? Alguém daí pode me explicar o verdadeiro objetivo da pesquisa?
As informações são contraditórias, mas parece mesmo que Jean Charles de Menezes estava com seu visto vencido e há dois anos. Isto não justifica a ação da polícia britânica. Mas explica porque o brasileiro tentou escapar da perseguição. E, por essa via transversa, explica também porque a polícia atirou. O único que se sabia inocente e sem culpa era ele próprio. Se tivesse se entregado, talvez fosse recambiado para o Brasil. Preferiu arriscar-se lá, pelo menos uma vez. Aqui o risco é constante. Só que, infelizmente, deu azar!
Lula disse por aqui, dia 27 ou 28: “Não quero ficar fazendo muita comparação. Eu digo todo o dia o seguinte: quero que termine o meu mandato para fazer uma comparação entre o que aconteceu no meu governo e o que aconteceu nos outros governos”. Interessante é que eu o vejo, quase todo o santo dia, fazendo exatamente esse tipo de comparação...
A FIA, cansada de ver a Ferrari (na verdade Schumacher) ganhar um campeonato atrás do outro resolveu nivelar por baixo. Como as outras equipes não conseguiram aperfeiçoar seus carros, deu-lhes uma empurradinha: este ano foi proibida a troca de pneus durante as corridas. Em Indianápolis foi aquela bosteada, com apenas seis carros participando. Reduziu a segurança dos pilotos e só quando – e se – acontecer algum acidente grave é que esse retrocesso, essa desviada pela contramão, será revertida. No mundo dos negócios o dinheiro vale mais que a segurança e a própria vida.
O Ministério da Educação pretende fazer mais ou menos o mesmo com nosso ensino superior. Como não consegue aprimorar o segundo grau, propiciando aos seus alunos um nível de conhecimento mais apurado para que possam chegar ao vestibular em igualdade de condições com os egressos de colégios particulares, está criando as odiosas cotas para 50% para eles, especialmente para afrodescendentes e indígenas. Com isto “pretende-se restringir a liberdade de acesso em nome de uma igualdade mal compreendida. Despreza-se o conhecimento do candidato para superestimar condições pessoais e privilegiar situações econômico-sociais num processo que – como tudo neste País – toma a conseqüência como causa”, conforme já expressei no artigo Igualdade e Sistema de Cotas na Universidade, publicado no jornal A NOTÍCIA em 29/07/2004.
Escrito por Ilton: às 08:39
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MAIS AGRADECIMENTOS E UM LAMENTÁVEL ERRO DE ESTRATÉGIA COMUNICATIVA

Mais gente se manifestando sobre a Carta ao Presidente, da lavra deste escrevinhador, publicada no jornal A NOTÍCIA e neste blog:
O colega Newton Fabrício, que mantém a página Peleando contra o Poder, e que me sugeriu a leitura de um artigo especial: O Homem que prendeu Pinochet, El Carrasco. Estou apoiando.
O vereador Edil Albuquerque, de Campo Grande-MS, leu a Carta que teria sido transcrita no jornal Folha do Povo, daquela capital... Ele é vereador e edil... Seus votos devem valer por dois (desculpem, mas não pude deixar de passar a oportunidade desta piadinha infame).
O Richard Harrison, da OpenTech, de Joinville.
Valdir Oenning, um taioense, amigo de adolescência, que também reside em Joinville.
O Thiago, que mantém um belo site sobre Mozart, reapareceu e deixou seu comentário no post. O mesmo fez o Damião que, com o exagero peculiar dos amigos, disse tratar-se um Manifesto da Cidadania, o que provocou um aparte do João Francisco. Acho que se conhecem e bastante!
Mais uma vez meus agradecimentos.
Mas, no fundo, estou em dúvida sobre a eficácia de minha estratégia.
Isto porque o Zero Hora de hoje (ao qual enviei também enviei a Carta para publicação e não deram a mínima bola) noticia hoje que “um dia após comover o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com seu apelo para retomar os estudos, o serigrafista Luís Fernando Ferreira da Rosa ganhou ontem uma bolsa integral da Universidade da Região da Campanha (Urcamp)” – página 38.
Como ele conseguiu isto? Fácil: foi a Bagé ver o presidente e, mesmo espremido entre populares atrás de uma grade, conseguiu passar um bilhete através de um segurança. O bilhete dizia: “Só Deus e o senhor podem me ajudar, porque eu preciso estudar”.
Termina a reportagem: “Lula pediu ao governador Germano Rigotto e ao prefeito de Bagé, Luiz Mainardi (PT), que ajudassem o rapaz” e Luís Fernando conseguiu a bolsa de estudo.
Eu, crente que a evolução tecnológica, especialmente a Internet e o sistema de correio eletrônico, veio, entre outras coisas, para facilitar e apressar a comunicação entre as pessoas, mandei um e-mail para a Secretaria Geral da Presidência da República que me comunicou (ver post do dia 26) estar impedida de fazer chegar mensagens ao chefe... Ao próprio chefe.
Como resido um pouco longe do centro não me animei, ontem, a ir ver o presidente e entregar-lhe a carta. Esse programa não me atrai e, além disto, me repele.
Correria o perigo de, no mínimo, levar uma ovada na cabeça, isto se não fosse assaltado antes (os larápios do centro preferem atacar os mais velhos e gordinhos, que têm menos condições de reagir).
Quando o Governo restabelecer o serviço de pombos-correios vou atar minha mensagem numa dessas pobres aves para que chegue, com segurança, ao destinatário.
Com segurança também é modo de dizer. O pombo poderá ser abatido por algum faminto no caminho e eu nunca saberei se a carta chegou ou não. Pombo-correio não oferece o serviço de Aviso de Recebimento.
Escrito por Ilton: às 13:54
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SONHOS DE UM MEGALÔMANO, MAS PARA O BEM DA PÁTRIA...

Às vezes tenho a sensação de que me está reservada, ainda, apesar da idade e da aposentadoria, a realização de grandes feitos para a humanidade ou, pelo menos, para o Brasil.
Vejam a minha idéia de abrir uma fábrica de arco e flechas de repetição, que publiquei neste blog no dia 21/07 (Vou Enriquecer com o Desarmamento!), que nos permitirá a defesa contra os bandidos face à previsível proibição do comércio de armas e munições. Ela vai me enriquecer e a todos aqueles que tiverem a ousadia de se associar no empreendimento.
Mas estive pensando, porque para montar esse tipo de empresa é preciso cautela e análise redobradas, e meu pensamento solertemente desviou-se para uma possibilidade inicialmente não prevista: minha humilde e aparentemente simplória fábrica poderá provocar a emergência do Brasil como potência mundial, mas isto vai demorar ainda; ninguém conquista o mundo da noite para o dia.
É preciso, também, um pouco de pessimismo, artigo difícil de se encontrar hoje no mercado social mundial porque passamos pelo melhor período da História Universal, como já disse outro dia ao Túlio. Não são detalhes como a Guerra do Iraque, o conflito árabe-israelense, os atentados terroristas em Londres e na Chechênia, a loucura explicita de presidentes como o da Coréia do Norte e, mais aqui perto, a degringolada do PT, a guerra entre traficantes e a violência diuturna que vão acabar com essa sensação de segurança, paz e tranqüilidade.
Por isto, apesar de tudo, temos que ser inicialmente pessimistas para chegarmos ao status de uma grande potência.
Primeiro, temos repor a Direita no poder. Com isto desviaremos a atenção dos americanos. Com um governo de Esquerda, estamos sendo vigiados e isto, para os fins deste artigo, não é nada bom. Com a Direita no poder a grande potência do Norte se esquecerá de nós e quando emergir a terceira guerra mundial não lembrará que existimos e não jogará alguma bomba sobre nossas cabeças. Talvez até possa atingir grandes centros, como Rio, São Paulo, Belo Horizonte, mas a minha fábrica vai ser instalada em Iraí, bem no interior do Rio Grande do Sul, como já disse.
Isto será o começo de nossa dominação do mundo.
Um dia, após a II Guerra, explodidas Hiroshima e Nagasaki, perguntaram a Einstein como seria a terceira guerra mundial. A resposta foi mais ou menos assim: “a terceira eu não sei. Mas a quarta, seguramente, será com paus e pedras”.
Perceberam a nossa vantagem? As grandes potências de hoje aniquilarão umas às outras. Os meus arcos de repetição e minhas flechas com pontas de aço e coquetéis molotov estarão tão desenvolvidos e aperfeiçoados que não encontrarão similar no mundo.
Lamentavelmente teremos que guerrear, mas por pouco tempo. Venceremos logo graças à nossa supremacia de forças. Os inimigos, com paus e pedras, não serão páreo para os nossos sofisticadíssimos bodoques e nossa destreza em manejá-los. Venceremos a IV Guerra Mundial, conquistaremos outros países, dominaremos o mundo e implantaremos, impositiva mas democraticamente (algo assim como os americanos estão fazendo no Iraque), o nosso modo de vida e o nosso sistema de governo.
Só então não haverá mais guerra. A paz será verdadeira e abrangente, pois colocaremos administradores brasileiros para governar os países conquistados. Sempre fomos avessos a guerras e isto bastará para a paz duradoura e contínua.
A corrupção, uma de nossas características principais há muitas gerações, ao contrário do que parece, será benéfica. Nela estão agasalhadas as plenas condições de paz: os corruptos gostam de ganhar dinheiro fácil e por isto não são belicosos... No máximo ameaçam por telefone, mas, então, este ainda não terá sido reinventado.
Escrito por Ilton: às 11:47
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ESTOU FICANDO MAIS PROSA QUE CACHORRO DE AÇOUGUEIRO
Continuo a receber cumprimentos em razão da Carta ao Presidente que publiquei aqui e que foi veiculada no jornal A Notícia, de Joinville.
A senhora Etel Kretzschmar informa que, inclusive, enviara e-mail ao Presidente da República, no mesmo sentido, anexando a cópia.
O Glauco Damas, que por muito tempo manteve o blog Português Hoje, também se manifestou e enviou o texto para sua lista de contatos. Ele consta aí do lado esquerdo entre os meus sites preferidos.
A Elaine Borges, dona do agradável e por mim sempre freqüentado Balaio de Siri, transcreveu parte da carta em seu blog.
Só tenho que agradecê-los por essas manifestações.
Escrito por Ilton: às 05:03
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SE A MODA PEGA...
VAI SER UM BOM NEGÓCIO ABRIR UMA FUNERÁRIA EM BRASÍLIA.
Político americano entra no Miami Herald e dá tiro na cabeça
O ex-funcionário, um político muito influente na cidade, foi acusado neste mês pelas autoridades federais de fraude e lavagem de dinheiro por supostamente utilizar sua influência para obter contratos de 20 milhões de dólares com o Aeroporto Internacional de Miami.
Escrito por Ilton: às 21:18
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HOJE É DIA DE AGRADECIMENTOS

Hoje é dia de amenidades. Se vocês pudessem ver meu largo sorriso, saberiam a razão. Não publico uma foto aqui para não espantar muitos dos poucos leitores do blog.
A Carta ao Presidente, que postei no dia 24 e que o jornal A Notícia, de Joinville, publicou ontem, rendeu. Mais pela publicação no jornal do que pelo post, evidentemente.
Recebi e-mails de congratulações de Germano Woehl Jr., que desenvolve um projeto ímpar de defesa ecológica em Santa Catarina, de Luvas Retke, de Joel Júlio da Costa (de Gaspar), do doutor Elemar Buettgen, de Adalberto Vieira (de Bombinhas), de Léo Saballa, de Valério Braun, magistrado aposentado de Chapecó, de Caitano Marcatto, da Christine (de Joinville), de Beno Altair Dresch, de Julio Mocellin (da Rádio Aliança de Concórdia, que leu a carta no ar), de Rosinete Medeiros, Solange Maria Werner, Patrícia de Souza e Mário Celso Paixão Pereira (Contador), os últimos quatro do Laboratório Werner. Ainda de Roberta Noroschny, da Martinelli Advocacia Empresarial, de Jefferson Maleski (de Itapoá-SC), do Edegar, do desembargador Luiz Cézar Medeiros, de Santa Catarina, de Aloisio Antoni, de Ana Rita Hermes, Diretora Pedagógica do Yázigi que vai lançar a campanha anti-corrupção em Joinville, do Marco (de Itapoá), do Major PM Rogério Luiz Kumlehn, de Jaraguá do Sul, de João Francisco, blogueiro de Joinville, de Rogério Pinto Pinheiro, Engenheiro e Empresário, e da Andréia - Morena Rosa, que recebi agorinha.
Desses, conheci Léo Saballa, que foi repórter da Rádio Educadora de Taió, na época em que eu lá residia e advogava.
Ele mantinha um programa de crítica política, algo complicado naqueles tempos de Ditadura Militar, e a Câmara de Vereadores, de maioria situacionista, resolveu declará-lo “persona non grata” do Município.
Eu tinha ligações com a rádio, na qual cheguei a apresentar um programa de música erudita. Impetramos um mandado de segurança porque houve ofensa à honra do Léo, um direito inalienável, que foi concedido pelo Juiz e confirmado em grau de recurso.
Por isto, o livro de atas de sessões da Câmara de Vereadores de Taió tem uma deliberação apagada.
Foi uma das ações mais gratificantes de minha vida de advogado.
O Desembargador Luiz Cezar Medeiros também conheci em Taió, onde foi promotor, e partilhamos juntos inúmeros acampamentos no interior do Município. Um grande amigo que a distância afastou apenas fisicamente.
A Cidinha, do jornal O Balaio, de Atibaia, também se manifestou e pediu autorização para publicar a carta no site do jornal. Nem precisaria ter pedido.
O Doutor Aloyzio Achutti, que não por acaso é meu cardiologista, transcreveu a carta no seu conceituado AMICOR, mas desconfio de segundas intenções. Ele trata de minha fibrilação. Como, nas crises, eu lhe envio e-mails queixosos e reiterados, ele publicou a carta no seu blog para me alegrar, ou seja, com fins terapêuticos.
Agradecimento especial ao Dogman, que de seu blog fez um link para o meu, anunciando a carta, e para o Luciano, de Florianópolis, que postou um comentário lá, elogiando a carta aqui.
E para os que deram seus pitacos diretamente no post: Marcelo, Fabiana, Cafruni, Amorim, Tânia e Mariza (obrigado, primeira dama! Vê se mostra pro marido).
ÀS 19,00 HORAS:
Recebi mais dois e-mails de congratulações pela Carta ao Presidente, que estou agradecendo: da Cristina e do Wladimir.
Ao mesmo tempo o João Francisco comentou abaixo que “O senador Leonel Pavan acaba de citar tua carta em discurso no Senado. Só errou quando informou que és juiz aposentado em Santa Catarina. Mas agora fazes parte dos anais do Senado”.
Escrito por Ilton: às 12:41
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FIM DO CAPÍTULO DE HOJE
Dois gaúchos foram desnecessariamente grosseiros na CPMI, hoje. Um, o deputado Pompeo de Mattos, do PDT que, como o Delúbio e o Sílvio Pereira, parece ignorar a existência do plural na Língua Portuguesa: “duas coisa”, “duas afirmação”. Lembrou que o marido de Renilda tinha “muitas conta”. Usou uma expressão que só na inquirição de testemunhas em Comarcas do interior eu ouvi: “arrecém”. “Arrecém” a senhora afirmou. Não sei se ele quis dizer “há recém” ou “recém”.
Outro, o deputado Júlio Redecker, do PSDB, não inquiriu: proferiu um irado e antecipado veredicto de condenação, passando uma carraspana policialesca numa mulher já psicologicamente comprometida e confusa, perdida em sua mal costurada teia.
O deputado Morroni Torgan, também deu vazão aos seus dotes de pregador piegas e passou uma lição de moral à investigada.
Quando terminou, o presidente, Delcídio Amaral, a meu ver sensatamente, mesmo faltando dois inscritos, encerrou a sessão. Não havia mais o que perguntar.
Essa lei da imunidade parlamentar é odiosa. Deputados se prevalecem de seu cargo e de sua situação e saem distribuindo pataços e ofensas, como se fossem os donos da verdade, prescientes de que ninguém poderá lhes processar criminalmente.
Opiniões, palavras e votos proferidos em função da condição de parlamentar não são considerados crimes nem que ofensivos. Como a interpretação é elástica, a imunidade é praticamente integral.
A dona Renilda fez aquilo que se esperava dela: omitiu-se para defender o marido. No noticiário, ouvi deputados perplexos com a afinação das declarações dela com as de Valério. Mas será que eles esperam outra coisa? Será que efetivamente acreditaram, quando a convocaram, que ela iria se auto-incriminar ou incriminar o marido?
Se nossos deputados e senadores são tão ingênuos, temo pela sorte dessa CPMI. Ainda bem que, nesse caso, a prova documental vai sobrepujar, em muito, a testemunhal.
Escrito por Ilton: às 21:47
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ELA CHOROU. EU TAMBÉM TENHO VONTADE. POR OUTROS MOTIVOS.
Tive uma amiga solteira que sempre saía a visitar amigos acompanhada da mãe, já idosa e meio esclerosada, que logo procurava um sofá confortável onde se acomodar e invariavelmente cochilar. Mesmo assim, a seu modo, participava das conversas.
De vez em quando acordava, pegava alguma palavra no ar, dava seu palpite que na maioria das vezes não tinha nada a ver com o assunto, e voltava a cochilar.
Lembrei-me disto, agora, ouvindo as indagações de certos deputados à investigada Renilda Santiago.
Fui obrigado a interromper. Sofro muito quando vejo e ouço essas inquirições feitas sem nenhuma técnica e completamente dispersivas. Há deputados que perguntam tudo, menos o que interessa à CPMI. Outros levam confetes no bolso e jogam em suas próprias cabeças. Alguns, lubricamente, querem saber detalhes até da vítima íntima do casal.
Um, agora, deputado Alberto Fraga, ex-policial, a advertiu de que os outros envolvidos procuraram guarita na legislação eleitoral que é menos gravosa que a lei penal. Acho que ele quis dizer guarida. Eu não sei o que dizer.
Quando eu era juiz criminal sempre respeitei os réus, nos interrogatórios. Sempre os tratei de senhor. Uma única vez subi nas tamancas: quando um deles, de 18 anos, recém-egresso da FEBEM, me tratou por “tu”. Exigi que usasse o mesmo tratamento que eu estava lhe dispensando. Ele entendeu.
Isto nunca impediu que, depois, na sentença, verificada a procedência da denúncia, eu aplicasse a penalidade prevista em lei, com todos os seus gravames.
Ela chorou! Duas vezes. Aguardem, à noite, nos noticiários televisivos, uma verdadeira torrente de lágrimas. Tenho receio de que provoque algum curto-circuito nos transistores e placas do meu aparelho de tevê.
Escrito por Ilton: às 17:13
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A CARTA AO PRESIDENTE EM "A NOTÍCIA"
O jornal A Notícia, de Joinville-SC, publicou em sua edição de hoje, a carta que escrevi ao Presidente da República e publiquei neste blog dia 24. A versão on line do jornal pode ser vista aqui.
Enviei e-mail com a carta à Secretaria Geral da Presidência da República, na vã expectativa de que chegasse ao Presidente. Não chegou. Responderam que “o procedimento de envio de mensagens ao Presidente da República mudou. Por favor, na página www.planalto.gov.br, entre na opção fale conosco, faça a sua escolha de destinatário, e envie a sua mensagem. Por questões de segurança o nosso sistema não permite o envio de anexos. Assim, caso necessite remeter algo diferente de sua mensagem de texto, deverá fazê-lo por via postal, para a seguinte endereço: Luiz Inácio Lula da Silva”.
Finalizam, dizendo que contam com a minha compreensão...
Escrito por Ilton: às 13:14
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MAIS LEGALISTA QUE A LEI

Bem ou mal, certo ou errado, bonito ou feio, lógico ou absurdo, jurídico ou rasteiro, defensável ou não, Marcos Valério, Delúbio Soares e Sílvio Pereira depuseram na CPI dos Correios protegidos por habeas corpus e não foram obrigados a responder a perguntas dos deputados. Já Renilda Maria Santiago, mulher de Valério – cujas declarações, em princípio, serão menos importantes que a dos outros –, não obteve a mesma regalia.
O presidente Nelson Jobim negou-lhe habeas corpus e, pelo que pode ser lido aqui, "A paciente [Renilda] deverá atender à convocação da CPI, devendo comparecer no local, dia e hora marcados. Não lhe será tomado o compromisso de dizer a verdade. [Ela] deverá responder às perguntas que lhe forem formuladas".
Estranha, essa decisão. O ministro Jobim (não foi uma decisão colegiada, mas monocrática) isentou-a de prestar o compromisso de falar a verdade. Ao mesmo tempo a obriga a responder. Não é lógico concluir que ele a está constrangendo a mentir? Mas não é só isto.
O artigo 206, do Código de Processo Penal, reza: “A testemunha não poderá eximir-se da obrigação de depor. Poderão, entretanto, recusar-se a fazê-lo o ascendente ou descendente, o afim em linha reta, o cônjuge, ainda que desquitado, o irmão e o pai, a mãe, ou o filho adotivo do acusado, salvo quando não for possível, por outro modo, obter-se ou integrar-se a prova do fato e de suas circunstâncias”.
A lei, portanto, assegura a ela o direito de se recusar a depor. Mas o presidente do STF, mais realista que o rei, ou mais legalista que a lei, a obriga a fazê-lo. O STF é superior à lei ou é o guardião de sua constitucionalidade? Nunca vi algo igual. É a inclusão no sistema pátrio de uma nova figura jurídica: a do constrangimento legal.
Três dos principais envolvidos puderam deitar e rolar em suas declarações. Já uma pessoa que, pelo que se sabe, não participou das negociatas, pelo mesmo com a mesma desenvoltura dos demais, e foi chamada porque tentou sacar altos valores da conta do marido, poderá ser presa pela CPI se se negar a responder...
A decisão é mais surpreendente se considerarmos que foi o mesmo ministro Nelson Jobim quem concedeu o benefício a Delúbio Soares e a Sílvio Pereira (o de Marcos Valério foi apreciado pela presidente então em exercício, ministra Ellen Gracie).
A discussão é sobre se Renilda será ouvida como testemunha ou como investigada. Não importa. Em qualquer caso, salvo melhor juízo (como gostam de dizer os juristas) ela está numa mesma situação de possibilidade de se recusar a responder.
Como investigada porque ninguém, no Brasil, é obrigado a fazer prova contra si. Não defendo a tese, por muitos aceita, de que o réu pode mentir em sua defesa. Mas pode se omitir, o que é algo um pouco diferente. Já como testemunha a senhora Renilda está protegida pelo artigo 206 do Código de Processo Penal, acima referido.
É conveniente esclarecer que não defendo a impunidade. Toda testemunha que faltar com a verdade será processada por falso testemunho. Em minha vida de juiz muitas vezes requisitei a abertura de ação penal contra testemunhas mentirosas.
Minha perplexidade é com a inobservância da lei e com a aplicação, a casos semelhantes, de preceitos contraditórios.
A lei é mais sábia que os juristas e deve ser observada em todos os níveis. Principalmente por aqueles que têm a obrigação de fazê-la cumprir.
Acompanhei o início da inquirição. Ela está sendo ouvida como investigada e, pelo que entendi, o presidente da CPI, respaldado pelo plenário, assegurou-lhe a imunidade após intervenção da deputada Denise Frossard (ex-magistrada) e de alguma discussão.
Quer dizer: o habeas corpus foi desnecessário. E a decisão do ministro Jobim solenemente ignorada.
Escrito por Ilton: às 12:05
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VARIAÇÕES SOBRE UM TEMA CADA VEZ MAIS RECORRENTE

Não é possível se manter informado de tudo, tantas são as denúncias que surgem a cada dia. Teríamos que ter vários aparelhos de tevê ligados o dia inteiro e poder ouvir e captar tudo o que dizem.
Em 1977, tempos duros de Ditadura, tempo de desconfiar de todos e temer reuniões, residia em Taió e vi aquele programa do então MDB, um dos dois partidos que a lei permitia existir, e que congregava a oposição (o da situação era a ARENA – Aliança Renovadora Nacional). Falaram quatro emedebistas: Ulisses Guimarães, Alencar Furtado, Alceu Collares e um outro cujo nome nunca consigo lembrar (salvo engano, era Franco Montoro).
Foram duros no ataque à Ditadura. Aquelas declarações devolveram a esperança e lavaram a alma de muitos brasileiros. Senti-me desagravado. Alencar Furtado foi cassado em razão de seu pronunciamento. O que mais me impressionou foi Alceu Collares, que até então não conhecia, por seu discernimento e facilidade de expressão.
O mesmo deputado Alceu Collares, no programa Atividade Meio-Dia, da TV Guaíba (uma emissora local), falando sobre a corrupção no Brasil, disse, por volta do meio-dia de hoje: “Isso aí é uma quadrilha e toda quadrilha tem um chefe. O chefe dessa quadrilha é o Lula”.
Não disse “eu penso que”, “eu suponho que” ou “eu acho que”. Ele disse “é”.
Na revista Época, de 25/07/2005, coluna Bastidores, de Thomas Traumann:
“Época – Pode piorar?”
“Chico Alencar, deputado da esquerda do PT: – Para ficar péssimo tem que melhorar muito. É triste ver o PT como viga mestra da montagem de um esquema de captura de recursos privados. O PT vive um momento crucial. A direção mudou de nome, mas o grupo majoritário nem sequer aceitou punir o Delúbio Soares”.
Roberto Jefferson está (ou esteve) em Porto Alegre, para descansar. Não conseguiu. Facilmente identificável, foi aplaudido por uns e vaiado por outros num shopping. Deu entrevista ao Jornal Zero Hora, publicada hoje na página 5:
“ZH – O senhor imaginava a extensão da crise quando tornou público o esquema?”
“Jefferson – Nem de brincadeira. Não tinha a dimensão disso. Estou muito surpreso. Tão surpreso quanto a população brasileira, quanto todos vocês. Calculava que o esquema do mensalão envolvia uns US$ 100 milhões e a coisa já está em US$ 800 milhões. R$ 2 bilhões! O Marcos Valério, quando falei dele, não supunha que era quem ele é, que o esquema era desse tamanho. O pico do PC Farias chegou a US$ 154 milhões. O PC era ladrão de galinha perto disso que está aparecendo agora”.
Vi na tevê um irado sindicalista bradando que seus companheiros resistirão e irão às ruas para defender o presidente Lula se alguém ousar apeá-lo do poder. Não ressalvou a hipótese de um afastamento legal e constitucional através de impeachment. Quer dizer, a Democracia, ao contrário do que prega o PT e do que vem dizendo Lula, não está ainda consolidada no país. Há os que crêem no poder das armas e da violência.
Ainda bem que a eficiência do Governo vai conseguir desarmar a todos – inclusive os sindicalistas – e se o impeachment ocorrer estaremos seguros. Senão teremos que recorrer aos bandidos.
Escrito por Ilton: às 14:29
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O suspeito que a polícia britânica abateu com cinco tiros, em Londres, não era terrorista.
Era um brasileiro...
Inicialmente foram cinco. Agora, dizem que foi oito. Faltam três...
ONZE FITAS
Letra de uma música composta por Fatima Guedes, que fez sucesso com Elis Regina.
Por engano, vingança ou cortesia
Tava lá morto e posto, um desgarrado.
Onze tiros fizeram a avaria
E o morto já tava conformado.
Onze tiros e não sei porque tantos
Esses tempos não tão pra ninharia;
Não fosse a vez daquele um outro ia.
Deus o livre morrer assassinado.
Pro seu santo não era um qualquer um.
Três dias num terreno abandonado
Ostentando onze fitas de Ogum.
Quantas vezes se leu só nesta semana
Essa história contada assim por cima?
A verdade não rima
A verdade não rima
A verdade não rima...
Escrito por Ilton: às 15:46
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SENHOR PRESIDENTE DA REPÚBLICA

O mandato que o povo brasileiro lhe outorgou foi para governar este país e promover seu desenvolvimento social, diminuindo a pobreza e a iniqüidade, melhorando as condições de vida dos cidadãos sofridos e calejados por más administrações anteriores.
O senhor se orgulha de fatos acidentais da sua biografia como se eles tivessem relevância na sua eleição. Mas tenha certeza de que foi alçado a esse posto não pelo fato de ser filho de pais analfabetos; não porque nasceu pobre e diz ter passado fome; não por ter sido sindicalista; não por ter perdido o dedo mindinho e se aposentado por isto; não por ter se valido dessas circunstâncias e ingressado na política; não por ter sido um perseguido político e até preso; não por ter sido fundador do PT. Se fosse assim haveria centenas de outros em iguais condições e teríamos que multiplicar os cargos de Presidente do Brasil.
O povo estava cansado da mesmice de administrações anteriores porque sempre foi ludibriado por acenos de melhores perspectivas que não ultrapassavam as porteiras da campanha eleitoral. Subir a rampa do palácio é muito significativamente um ato que importa em virar as costas para o povo e os presidentes levam isto ao pé da letra: esquecem suas promessas e se deixam levar pelos interesses partidários e das elites que o senhor diz combater mas que acolheu e protege.
Vossa Excelência frustrou e está frustrando esse povo. Fez o mesmo que seus antecessores. Sua administração está ainda nas promessas de campanha e seu mandato não passa de uma extensão dela.
Não tenho nenhuma prova de ato de improbidade cometido pelo senhor nem intenção de estar me comparando com quem quer que seja, nem com o rico que pode dispor de um veículo caro para dar de presente a um amigo nem com o pobre que mora numa favela e nunca terá condições de ter sequer um cavalo para puxar sua carroça de catador de papéis. Mas, de minha parte, outorgo-lhe procuração, ou a quem o senhor indicar, para investigar minha vida social, política e profissional e minhas contas-correntes, minhas fichas criminal e cível em todas as comarcas em que residi, desde que nasci e enquanto viver.
Garanto-lhe que encontrarão sentenças reformadas, decisões que tribunais consideraram equivocadas – nunca fui dono da verdade –, mas ninguém me acusará de qualquer atitude aética, desonesta ou imoral. A honra não é atributo exclusivo de pobres ou de ricos, de analfabetos ou intelectuais, de garis ou presidentes, de súditos ou de monarcas. A honra não pode ser mascarada; a honorabilidade pode.
Por isto, de igual para igual, tenho sim coragem de lhe dizer que o senhor não tem o direito de subir num palanque e tentar impor-se como dono absoluto da ética, da honestidade e da moral. O senhor não é o único nem o último brasileiro honesto. A grande maioria está na mesma situação que o senhor e eu. Estamos no mesmo nível de igualdade. Por isto ninguém, nem o senhor, tem autoridade de nos lançar advertências de palanque ou de nos desafiar promovendo-se às nossas custas.
A grande diferença – senhor Presidente – é que nem todos conseguiram juntar ao seu redor tantos homens que não detêm essas mesmas qualidades. Poucos presidentes deste país conseguiram se assessorar de tantos corruptos, de tantos desonestos, de tantos aéticos e amorais quanto o senhor conseguiu.
O senhor já é presidente. Nem que queira poderá ser mais do que isto pois já ocupa o cargo máximo da Nação. É preciso que se convença disto com rapidez, porque o mundo no qual está apoiado está desmoronando. Muitos dos que estão lhe servindo de base estão caindo.
Por isto, ao invés da soberba do queixo empinado é bom que olhe, também, com humildade, para baixo, e veja onde põe os pés e por onde caminha. Caso contrário o senhor vai de roldão. Vai cair também. De cabeça erguida e dura, como uma estátua, mas vai cair.
Escrito por Ilton: às 13:00
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O QUE QUE É ISSO?
Lula diz que não há brasileiro capaz de lhe dar lições de ética (AQUI).
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que não existe brasileiro capaz de lhe dar lições de ética e moral, durante discurso na cerimônia de posse do novo presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli.
"Quero dizer para vocês, meus companheiros, que nesse país de 180 milhões de habitantes pode ter igual, mas não tem mulher nem homem que tenha coragem de me dar lição de ética, de moral e de honestidade. Nesse país, está para nascer alguém que venha querer me dar lição de ética", afirmou.
Escrito por Ilton: às 21:56
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SERÁ QUE FOI ISTO MESMO QUE EU QUIS DIZER?
Em nota divulgada dia 21 o vice-presidente da GDK, César Roberto Santos Oliveira, afirmou: "de livre e espontânea vontade, em caráter estritamente pessoal, sem conhecimento prévio de quem quer que seja, resolvi adquirir o veículo [Land Rover Defender 90-SW, ano 2003] e presenteá-lo [a Silvio Pereira]".
Sílvio Pereira, afinado, enviou nota ao presidente do PT, ao Diretório e aos filiados dizendo: "Nada ofereci ou me foi pedido em troca, minha consciência está tranqüila. Tenho clareza, no entanto, que falhei com minhas obrigações partidárias ao aceitar esta situação.
O jornal ZH de 20/07/2005, na coluna Opinião ZH, numa comparação completamente despropositada: “Listão. Até parecem os tempos do AI-5: não pára de crescer no Congresso a lista dos parlamentares ameaçados de cassação. José Dirceu encabeça todas as listagens”.
“Não conheço um momento na minha vida em que uma conquista não foi à custa de sacrifício, com lágrimas, suor, sangue” – presidente Lula, para a imprensa em geral, demonstrando seu costumeiro senso inovador e criativo.
Na IstoÉ de 20/07/2005, pág. 22:
“Só fiz uma microlipo. Agora vou aplicar botox e tirar pés-de-galinha” – Roberto Justus, apresentador, ao negar que seja um homem vaidoso.
“Não ligo para dinheiro. Não gostaria de ganhar US$ 2 milhões e parar de trabalhar” – Isabeli Fontana, modelo.
TERRORISMO POST MORTEM OU O SEQÜESTRO DE UM CADÁVER
Da coluna Radar, de Lauro Jardim, Veja de 20/07/2005, pág. 40:
“O seqüestro do engenheiro João José Vasconcellos Júnior, ocorrido em janeiro no Iraque, era um dos assuntos secretos que ocupavam o tempo do ex-diretor-geral da Abin, Mauro Marcelo de Lima e Silva – demitido na quarta-feira passada depois de qualificar a CPI dos Correios de ‘picadeiro’ e os seus integrantes de ‘bestas-feras’. O governo brasileiro não admite oficialmente, mas sabe que Vasconcellos foi morto alguns dias depois de ser seqüestrado. Há meses, dão-se intensas negociações com os terroristas, para que os restos mortais do engenheiro sejam devolvidos à sua família. Inicialmente, pediam 1 milhão de dólares pelo corpo. A exigência caiu para 400.000 dólares, mas a Odebrecht, empresa para a qual Vasconcellos trabalhava, considera descabida a quantia. O impasse continua”.
ENQUETE DO OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA
Um dos melhores sites da Internet brasileira, o Observatório da Imprensa, na enquete da semana pergunta: O governo precisa fazer tanta publicidade? Segundo artigo de Fernando de Castro Faria (Hora de um referendo sobre os abusos) em 2004 o Governo Federal gastou R$ 867.124.025,05 em propaganda.
Se for do seu interesse, entre no site e vote na urna eletrônica.
Escrito por Ilton: às 21:29
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VOU ENRIQUECER COM O DESARMAMENTO!

Como disse outro dia, a fortuna está sempre na minha frente mas não consigo alcançá-la. Agora surge uma perspectiva real de eu me tornar um ricaço, principalmente depois de pesquisa do IBOPE apurar que 81% dos brasileiros são a favor do desarmamento.
Em Iraí, minha primeira Comarca, às beiras do Rio do Mel, habita uma tribo de caicangues e com ela vou estabelecer as relações negociais que me deixarão milionário.
Vou entrar com a idéia e convencer o cacique – no meu tempo era o Sebastião – a montar uma fábrica de bodoques de alta precisão, com flechas dotadas de mecanismo automático de direcionamento. Al |